Nascido José Adelino Barceló de Carvalho em Kipiri, Angola, Bonga é uma figura icónica e inquestionavelmente o embaixador da música angolana. A sua arte é uma fusão genial da vivência, cultura e dos musseques de Luanda, que ele tem divulgado pelo mundo desde o início da sua carreira, que começou com a fundação do grupo "Kissueia" no bairro do Marçal. Bonga criou uma ligação indissociável entre a sua pessoa e a música de Angola, tendo o Semba como o seu maior estandarte – um ritmo tradicional angolano precursor do samba brasileiro.
A sua versatilidade musical também o levou a interpretar géneros cabo-verdianos, sendo notável a sua adaptação da coladeira "Sodade" para uma morna, 18 anos antes de Cesária Évora a imortalizar. Ao longo de mais de três décadas, Bonga manteve uma notável coerência e qualidade, mesmo vivendo fora do seu país, e afirma que "a minha pátria é a música angolana", parafraseando Fernando Pessoa. A sua obra, que já lhe valeu inúmeros prémios, discos de ouro e platina, e colaborações com artistas ilustres, é tanto mordaz e incisiva quanto terna e nostálgica. Além do seu legado musical, Bonga é um defensor incansável da paz e da justiça social, participando ativamente em concertos de beneficência para organizações como a Amnistia Internacional e a UNICEF. Com mais de 300 composições e 32 álbuns, Bonga é uma referência obrigatória, uma peça nuclear da cultura africana e um cartão de visita da música angolana e cabo-verdiana além-fronteiras.
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